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*De azuis e etc...a Poesia é.* | (page 2 of 66)

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*De azuis e etc...a Poesia é.*

umolharazul.blogspot.com

petardo*

 
petardo*
 
 
 
petardo*

explodes palavras na circunferência
há vácuo emocional no timbre e na risca
-lâminas em letras ardendo brasas-
lima-se o verso na face da poesia
artefato de fogo entre luas e aderências


procelas açoitam a vontade que era rainha
sombrios são os tons da escrita sanguínea
-anjo de beleza interior no lustrar das asas-
camuflados estilhaços de uma empatia antiga
campo de batalha vazio na despedida das linhas...


karinna*

beijo de anjo*

 
 
 
beijo de anjo*
 
 
beijo de anjo*
 
 
quando vieste enxerguei sonho azul
quando foste senti que eu era pouco
e sonho azul permaneceu
anjo
 
 
te pertenci desde que no teu olhar me vi
 
 
quando nesse hiato outro vento me enlaçou
sempre me senti menos
pouco e menos que menos
alma ferida tornou-se corpo em flagelo
demorou uma vida pra estrela um dia eu ser
 
 
-entre dores e lágrimas sobrevivi-
 
 
no pontuar da liberdade
extirpei do corpo o que me aniquilava
e da alma o que me prendia em ser nada
 
 
e vislumbrei no horizonte
novamente o sonho azul...
 
 
ousei amar-te
para confirmar no meu olhar coração
que nunca deixei...
 
 
karinna*

caderno de alucinações*

 
 
 
caderno de alucinações*
 
 
 
 
caderno de alucinações*

escrevo do pó das dores
da nevralgia faminta
desses pássaros que migram entre meus olhos
num sonho de atração- insana e nunca extinta.

cumpro linhas desvairadas
nos parágrafos da minha face
que sonha-te amores
nomeio as fissuras das vontades pares,
das rimas distendidas entre meus dedos
abro céus com minhas falas tardias
desfio rosários entre olhares.

repouso no infinito da folha amarelada
sou pacto entre solidão e verso
ranhuras cobrem as letras de ser-te
sonho-te na minha esfera
e n c a d e r n a d a.


karinna*

oxigênio *

a brisa matinal fere meus olhos cansados.
nao há mais sonho, nem luz, nem ar no meu querer fatigado.
a intermitência da dor me tira pra dançar
entre as cortinas lágrimas desse meu horizonte austero,
dessa minha sina de apesar de tudo amar.
no entanto o pulsar magnânimo do sagrado sentimento
resiste nessa manhã infinita,
nessa janela aberta de esperançosos pensamentos.
viver na linha timbrada da morte eminente exaure
talha-me ao meio
abandonando-me
entre ser, ousar, desistir e esperar
tal musica d'alma esquecida
no eco do precipicio de gostar.

-amar sempre será melodia vital-

Simone karinna*

Afinidades*

**
Afinidades*

**
_____das Afinidades.
Percebo-me quando busco teu olhar e me encontro
Na multidão, como seres afins aquecemo-nos um ao outro.
Respeito-te...porque me respeito. Cresço...porque cresces ao meu lado.
Compartilhamos os sons e as cores das palavras
Por vezes, cúmplices das pronúncias ditas no silêncio
Escuto-te, e a mim, no eco do que não dizemos.
A compreensão define-se na afetividade
No entender-se na distinção, onde nem sempre há igualdade.
Onde me ausento de ti por instantes
Para ser somente Eu, por no mínimo uma hora, daqui em diante.
E na dualidade da coexistência
Abraço-te no teu mundo
E dou-te o meu por alguns segundos.
Teu exílio por vezes me é propício,
Necessito-me também na contemplação própria do meu espírito.
E retornamos nas diferenças que nos unem quase como iguais
Desafinados, por vezes, afinamos nossos doces rituais.
No entanto os “desbeijos” e os “desabraços” são inevitáveis...
Mas a ternura no olhar em meio a “brabeza” os tornam superáveis.
E há os incêndios que provocamos em nossos céus
Onde um sorriso atiça um vermelho fogaréu.
Amo-te... porque me amo.
E nas entregas um do outro, planos delineamos
Mesmo que necessárias ausências são apenas momentâneos desconfortos
Os passos não são sempre acompanhados um pelo outro.
Mesmo assim...prosseguimos juntos, numa afinada im(perfeita) união
Em afinidades utópicas e possíveis
Em travessias lado a lado
Em carinhosas ofertas...em sagradas doações.
Karinna*
**
*

dos restos dos dias*

 
dos restos dos dias*
 
 
dos restos dos dias*
 
 
antes que tudo se esvaeça no riscado das dores
que assombram a pálida face do meu íntimo
antes que meu olhar fatigado esqueça do azul
de um céu sonhado e escureça noite entre meus cílios
 
 
-enclausuro nas pupilas o paraíso dos suspiros-
 
 
sofrimento dilacera a vontade de ser
entre profundezas e superfícies
tange um coração atado
 
 
sorrisos escondidos
dias imensos
sonhos caídos em abismos
 
 
karinna*
 

Ressaca*

Ressaca*
Ressaca*

 Do lado de lá do poema
Onde a luz colapsa
De tão serena
Onde o verso brota
No seixo do lume
E o tudo se faz flor
-doçura do teu nome-
Emprestado da divindade
Das palavras benditas
Na lavra do sol nos dias
Obsceno limite
Eclipsa
Até a lua bonita
Intersecção de letras
-nossos olhos-
Soletro tua face
Teu sorriso alado
Um vôo náufrago
-bebedeira dos sentidos, doçura em tragos-
Simone Karinna*

sonho real*




sonho real*
pretensões reais*

quero mais que uma estrela
mais que uma ternura na linha
no verso emoldurado
razões, senões e empatia.
quero a excelência
de ser mais que uma na lista
dos afetos que se vão
ou até mesmo dos que ficam
plácidos e mornos
nas bordas das páginas
nas rotinas sem iguarias.
quero mais que o afeto
queros todas as estrelas que sonhei
quero os versos dourados que anseio
quero ser o que nunca fui
ansiar o que nunca ousei.

Eu quero!

Simone karinna*

e se?

 
 
e se?
 
 
*
 
e se não houvesse dia nem hora nem tempo
apenas eterno instante de amor pleno
sem espera sonho ilusão e tormento?
 

e se o céu esquecesse a lua e despedisse as estrelas,
escondesse o sol e em prateado riscado
enviasse somente um amoroso cometa?
 

e se amar fosse simples equação
eu te amo+tu me amas= nos amamos
sem atalhos e rascunhos
sem absurdos sem teoremas?
 

e se tu fosses meu guerreiro vento
e eu tua límpida brisa
na simples linha de um verso
como uma amorosa Poesia de Vida?
 
 
e se?
 
 
Simone Karinna*


petardo*beijo de anjo*caderno de alucinações**Afinidades*dos restos dos dias*Ressaca*sonho real*e se?

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