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*De azuis e etc...a Poesia é.* | (page 4 of 66)

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*De azuis e etc...a Poesia é.*

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Príncipe Encantado*

 
Príncipe Encantado*
 
 
Príncipe Encantado*
 
 
 
Existe.
existe sim aqui na pupila azul onde pulsa minha vida
existe na plenitude de um abraço imenso de sincero
no bater uníssono de dois corações calejados
pares que são num amoroso hemisfério.
Existe.
na quentura do ímpeto no encontro sublime dos lábios
no olho no olho como é o azul no azul crente
nas mãos que se buscam sem contenção
nas palavras benditas entre beijos ardentes.
Existe.
existe sim na pele a pele
num respirar uno descompassado
na vontade declarada entre corpos
no estar um no outro
como se trinta anos não tivessem passado.
 
 
 
Príncipe Encantado existe sim.
Existe em mim. 

 
 
Simone Karinna*

Prece Azul*

Prece Azul*
Prece Azul*
Prece Azul*


um intervalo pulsou
céu azul ainda abarca
sonho adormecido
entre vontades pares
-restituiu-me o tempo-
na corrente sanguínea
do que nunca foi esquecido


dá-me teu rio de sensações
tuas mais sagradas
tuas mais secretas
azuladas paixões


pois sou ainda o que te fui
apenas esvaziada de tristezas
repleta de cumplices pedidos
abraços, riso solto
ombro amigo
um beijo de cerejas
na prece que te envio
entre suspiros e aromas



-meu sincero delírio-


Karinna*

Sonolência*





Sonolência*

Sonolência*


 Madrugada desperta
lânguida, insinua-se no meu corpo
envolta em brumas noturnas e molhados serenos,
lambe-me o peito, brinca com minhas pálpebras e segura-me num aperto


 consinto...e nesse instante sinto-me em um despertar infindo
no ritmo dos piscares das estrelas
busco o desatar das sensações que guardo de ti
no meu íntimo


 na calada madrugada de carícias frias,
aspiro o perfume alvo da lua
afofo a imensidão do travesseiro e, entre o abraço acetinado do lençol...percebo-me nua


 o despir das palavras tornou-me assim
despida e desperta
prateada e dourada
solitária... e sempre tua


 nas paredes do quarto todas as matizes das sombras dos passos
a cumplicidade dos carinhos
desenham amorosos corpos
a fragrância exalada dos toques, são quadros róseos ...de desejos nacarados


 há no ar sereno da madrugada
que num balé de brisa me acalenta,
um convite para afundar-me em teus pensamentos
no levantar-me entre miragens
diviso nossas silhuetas amantes
tatuadas no espelho
são nuances mágicas de encontros de corpos ardentes...sem medos


 é assim que tua memória sempre me toma
no veludo que acariciamos em beijos sem nomes
lábios em fúria, sem donos


 quedo-me novamente no leito dos sonhos despertos
no amassado lençol marcado ainda pelo abandono
teu cheiro envolve-me sempre quando me deito... te perco na realidade e acho-te no sonho


 abraço-me com a tua ausência
em mim quer dormir a esperança
não há nenhum movimento meu que
não seja recíproco ao teu pensamento


 enquanto os acordes noturnos despedem-se em sua dança
meus olhos úmidos entregam-se ao precipício do sono e me perco
desejosa, nua e quente
no frêmito das tão sonhadas lembranças.


 Karinna*

Motim*

 
 
Motim*
 
 
Motim*
O meu amor é palavra
Um rio de lágrima rosa
No vale entre seios
Um desfiar de preces
O ato no punho
Do desespero

Imperativo o soluço
Lacre e fogo
Nasce sonho
No afã
Agora peito deposto

Freme voz e tato
Na fenda da distância
O meu amor é palavra
Na lua partida por detrás
Da memória do teu olhar

Karinna*

closer*

 
 
closer*
 
closer*


dança dança amor
sente meu aroma de rosas
quando estremeço pétala
no teu braço
um jardim azul
em paz ardente
tudo se transforma


 dança dança amor
que tenho-te aqui
no sagrado do peito
tatuadas sensações de lago
em azuis nosso reflexo
em olhos de amores
em minha íris
te amo, te trago.


k*

os suicidas também amam *

 
 

 
os suicidas também amam *
 
 
 
os suicidas também amam *

quando sonho-te
minhas mãos enchem-se da tua pele
trago nas entrelinhas do meu olhar todas as tuas palavras
até as não ditas
quando te penso perto de mim.

vocifero teu nome aos céus
os precipícios desse sentir
devolvem-me teu ser
no eco de querer-te aqui.


meus dedos cantam-te
na miscelânea que sonho
sem escolhas tardias
apenas amor
soletrado nas letras do desejo.


sim, há vontades que se ajustam
nos contornos plenos
do que se imagina ser
encontro soberbo.


há um poema descompassado
nas linhas do meu peito
e nele sinto-te
-além da morte-
verdade que me veste
entrelace perfeito.

Karinna*

graça*


graça*



graça*


fumegante o sussurro desse amor em taças azuis de olhares baços
avizinha-se a hora
é tempo de partilha.
findos trovões e raios...despenham-se desse céu amoroso
as primeiras luzes mornas da manhã
somos estrelas amanhecidas
nos beijos que nos faltam e nos sonhos transcendemos a vontade
clara sensação.
quando o verso sai da escuridão escrevemos sol nas pestanas
solares poemas


e quando o amor ama
infiltra e dissemina
sim
a noite se foi numa palavra bendita.


Karinna*

'

Apenas de Amor*

Apenas de Amor*

 
 
Apenas de Amor*
 
De Amor
Olhos despedem-se palavras
Cobrem-se de lírios imensos...
Oblíquas voltas de sonhos idos
Em que esperamos doce olvido
 
Apenas de Amor
Deixo-te cores de um beijo novo
No relvado das colinas
-então-
A fome arderá no nosso mundo
Enquanto sonharemos uno
 
Apenas de Amor
Serei voz que acaricia
E tu corpo que desarvora-me
Uma certeza na face serena
Sempre, o muito e o agora apenas
 
Karinna*

Mysterium*

Mysterium*
 
 
Mysterium*
 
 
e dentro de nós resta um outono sem fronteiras. sibilam em rutilantes assobios as manobras da Vida no peito descoberto.
há verso latente no coração mais bonito.
há sonho desmanchado. há poeira de afetos desconsiderados....
alvoradas alaranjam faces e mãos na crescente e determinada busca.
pés lacerados atestam a verdade inscrita no caminho onde guardo entre os passos o teu nome com bravura.
sentimentos costurados de infinito...
 
Karinna*
 
 
Mote: rumo ao incompreensível mistério ( verso da Poeta Mardilê Fabre )

Amor*

Amor*
 
 
 
Amor*
 
nasço a cada piscadela do teu olhar adorado. nasço a cada desejo de um beijo versado no teu poema másculo. nasço cada instante que meus olhos passeiam nas framboesas do teu lábio amado e minha boca sedenta de ti antecipa o teu toque sem que, ainda, tenhas me tocado...
em ti eu nasço...amor.
Karinna*
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